Presidente americano afirmou que o país será governado temporariamente pelos Estados Unidos até que uma transição seja possível.
Transição sem prazo definido
Durante coletiva de imprensa realizada na tarde deste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que, após a captura de Nicolás Maduro, o governo norte-americano irá assumir o controle provisório da Venezuela. Segundo ele, o objetivo é evitar que uma nova liderança indesejada assuma o poder.
“Nós vamos administrar até que uma transição adequada possa acontecer. Não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita como há muitos anos. Portanto, vamos governar o país”, disse Trump.
O presidente, no entanto, não especificou por quanto tempo essa administração deve durar.
Nomeação de administradores será anunciada “no momento correto”
Questionado sobre quem será responsável por governar a Venezuela durante a transição, Trump informou que está “conversando e designando pessoas”, e que os nomes serão revelados no momento oportuno.
Apesar da falta de detalhes, o presidente americano reforçou que a prioridade dos EUA é garantir segurança e impedir que a Venezuela sirva de abrigo para inimigos estrangeiros.
“Não vai nos custar nada. Queremos segurança e estar cercado por países que não estejam dando abrigo aos nossos inimigos”, afirmou.
Reconstrução com apoio do setor petrolífero
Trump também declarou que a reconstrução da Venezuela será financiada principalmente por empresas de petróleo. Segundo ele, os recursos virão do subsolo venezuelano.
“Vamos reconstruir [a Venezuela] sem gastar dinheiro. As empresas de petróleo é que vão investir. Muito desse dinheiro vem do subsolo”, afirmou, em referência às reservas petrolíferas do país.
Além disso, o presidente dos EUA sinalizou que uma petrolífera americana deve interferir diretamente na produção de petróleo venezuelana, com o objetivo de aumentar a geração de recursos para o país.
Segunda onda de ataques foi suspensa
Trump ainda revelou que o governo estava preparado para realizar uma segunda onda de ataques militares, caso fosse necessário. No entanto, segundo ele, a primeira operação foi bem-sucedida, o que descartou novas ofensivas no momento.
“Estávamos preparados para uma segunda onda de ataques, se fosse necessário, mas provavelmente não será mais. A primeira onda foi tão bem sucedida que nós não teremos que atacar mais uma vez”, declarou.















