Brusque encerrou 2025 com mais de 700 pontos com a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Com o fechamento do ano epidemiológico, a contagem de focos foi reiniciada e, nas primeiras semanas de 2026, já foram registrados mais seis pontos positivos no município. Apesar do cenário que exige atenção, a cidade não registra casos confirmados de dengue neste início de ano.
O monitoramento realizado por meio de ovitrampas, armadilhas instaladas em todos os bairros, aponta que as localidades com maior presença de ovos do mosquito são Azambuja, Primeiro de Maio e Dom Joaquim. Ao todo, já foram coletados mais de seis mil ovos. A tecnologia permite identificar de forma precoce a circulação do Aedes aegypti e direcionar as ações de combate e prevenção.
Nesse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina emitiu a Nota de Alerta nº 001/2026, informando uma mudança no perfil entomoepidemiológico, com maior disseminação do Aedes aegypti. O documento indica tendência de crescimento no número de casos nas próximas semanas e meses e enfatiza a necessidade de intensificar as ações de mobilização social, eliminação de focos do mosquito, reconhecimento de sinais e sintomas e busca oportuna pelos serviços de saúde.
A principal forma de prevenção segue sendo evitar água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito. A recomendação é manter caixas d’água bem tampadas, limpar calhas e ralos, evitar o acúmulo de água em pratinhos de plantas, guardar garrafas e recipientes virados para baixo, descartar corretamente pneus e entulhos e manter lixeiras fechadas. Além disso, o repelente pode ser um ótimo aliado, auxiliando a evitar que o cidadão seja picado por uma fêmea contaminada.
Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo e nas articulações, manchas vermelhas na pele, náuseas e cansaço intenso, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Em Brusque, a referência é o Pronto Atendimento 24 horas do bairro Santa Terezinha. “A colaboração da população é fundamental para reduzir os focos do mosquito. Nós pedimos que os moradores permitam a entrada dos agentes de endemias para inspeções e orientações”, destaca a diretora da Vigilância em Saúde, Carol Maçaneiro.
Quanto à vacinação contra a dengue, a população estimada entre 10 e 14 anos em Brusque é de 8.647 adolescentes. Desse total, 51,40% receberam a primeira dose do imunizante e 21,89% já concluíram o esquema vacinal com a segunda dose. A orientação é para que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal e procurem a Unidade Básica de Saúde para completar a imunização.















