Um homem suspeito de abusar sexualmente de uma menina de 10 anos, em Garopaba, no Sul de Santa Catarina, foi preso em uma pousada no município de Santa Vitória, em Minas Gerais. Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o suspeito, que trabalhava como professor particular de reforço escolar, teria utilizado um campeonato de cartas Pokémon como estratégia para atrair crianças e adolescentes.
De acordo com o delegado William Testoni Batisti, o investigado divulgava a realização do campeonato e se oferecia para ensinar os participantes a jogar. A suspeita é de que a iniciativa fosse utilizada para aproximar menores de idade do local onde o homem trabalhava e também residia.
As investigações tiveram início após a Polícia Civil receber uma denúncia sobre um possível abuso sexual ocorrido no dia 8 de outubro. Conforme apurado, o suspeito prestava serviços particulares de reforço escolar e teria se aproveitado da proximidade com uma aluna de 10 anos para tocar nas partes íntimas da criança.
Durante os levantamentos, os policiais identificaram que o homem já possuía histórico de infrações contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. A investigação também apontou que ele teria demonstrado interesse em trabalhar em uma loja de brinquedos da cidade, inicialmente utilizando um nome falso.
Diante das informações reunidas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi autorizado pela Vara Regional de Garantias de Tubarão.
Entretanto, quando os agentes foram cumprir o mandado em Garopaba, descobriram que o suspeito havia deixado o município.
Com apoio da Delegacia de Capturas da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (DEIC), os policiais conseguiram identificar que o homem estava escondido em Santa Vitória, em Minas Gerais.
As informações foram repassadas às forças de segurança mineiras, que realizaram diligências e localizaram o investigado em uma pousada, onde foi preso.
A prisão ocorreu em cumprimento ao mandado preventivo expedido pela Justiça catarinense.
















