O cão comunitário Orelha, agredido por adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis, sofreu uma lesão contundente na cabeça, conforme laudo divulgado pela Polícia Civil. A informação foi apresentada em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (27).
Segundo a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal, a lesão pode ter sido provocada por objetos como pedaço de pau, garrafa ou outro item contundente. Orelha chegou a ser socorrido com vida por moradores, mas não resistiu.
Cão foi levado ao veterinário, mas não sobreviveu
De acordo com a investigação, os maus-tratos ocorreram no início de janeiro. Orelha morreu no dia 5, durante as manobras de salvamento. A Polícia Civil analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança da região, porém não encontrou registros diretos das agressões.
As agressões foram cometidas por quatro adolescentes. O caso motivou protestos, mobilização nas redes sociais e repercussão nacional.
Familiares dos adolescentes são indiciados por coação
Três adultos, familiares dos adolescentes envolvidos, foram indiciados por coação de testemunha. Entre os investigados estão dois pais e um tio dos jovens. Um deles é advogado e os outros dois são empresários.
O inquérito relacionado à coação foi concluído. Já a investigação sobre os atos infracionais dos adolescentes segue em andamento.
Orelha era símbolo de afeto e convivência comunitária
Orelha era conhecido como o “sol da Praia Brava mesmo em dias nublados”, segundo relato de uma moradora. O cão comunitário fazia parte da rotina da região, recebendo cuidados, carinho e sendo companhia constante dos moradores.
Ele integrava um grupo carinhosamente apelidado de “Pretinhos da Brava”. Eram animais dóceis, que frequentavam a orla, interagiam com as pessoas e traziam leveza ao cotidiano local.
















