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Cidade de SC avalia bloquear Bolsa Família de pessoas em situação de rua

Estudo técnico e jurídico é conduzido pela Secretaria de Assistência Social e pela Procuradoria do município

Fonte: Roberta Aline/MDS

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A Prefeitura de Florianópolis estuda a possibilidade de bloquear o benefício do Bolsa Família para pessoas em situação de rua que recusam programas de acolhimento e capacitação para o trabalho.

A análise foi divulgada por meio de nota oficial do município e está sendo conduzida pela Secretaria Municipal de Assistência Social em conjunto com a Procuradoria-Geral do Município.

Estudo avalia limites da legislação

Segundo a prefeitura, a iniciativa ainda está em fase de estudo técnico e jurídico. O objetivo é avaliar se existe possibilidade legal para a aplicação da medida.

O município destaca que o Bolsa Família é um programa do Governo Federal, e não uma política administrada diretamente pelas prefeituras. Por isso, qualquer mudança precisa respeitar a legislação vigente.

De acordo com a administração municipal, a proposta busca fortalecer políticas públicas de cuidado, proteção e reinserção social.

Sem prazo para decisão

A nota oficial não informa quando o estudo será concluído nem se a medida poderá ser aplicada.

Caso a análise jurídica indique viabilidade, a prefeitura poderá avançar na discussão sobre a implementação da proposta.

Quantas famílias recebem o benefício na cidade

Dados do Governo Federal apontam que, em fevereiro, cerca de 13,3 mil famílias receberam o Bolsa Família em Florianópolis.

Não há, no entanto, levantamento oficial sobre quantas pessoas em situação de rua estão entre os beneficiários do programa no município.

Como funciona o valor do Bolsa Família

O valor mínimo do Bolsa Família em 2026 é de R$ 600 por família, mas o benefício pode aumentar com adicionais.

Entre os complementos estão valores extras para crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.

O cálculo começa com o Benefício Renda de Cidadania, que corresponde a R$ 142 por integrante da família. Depois, são aplicados adicionais como:

  • R$ 150 por criança de até seis anos
  • R$ 50 para gestantes, nutrizes e jovens entre sete e 18 anos

Com esses acréscimos, o valor médio pago às famílias pode chegar a cerca de R$ 690,01.

Pagamento pode ser consultado pelo aplicativo

Informações sobre pagamentos e calendário do programa podem ser consultadas pelo aplicativo Caixa Tem.

O pagamento do benefício segue o número final do NIS (Número de Identificação Social), começando pelos beneficiários com final 1.

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