Nesta terça-feira, 8 de setembro, é lembrado o Dia Mundial da Fibrose Cística. A data busca ampliar o conhecimento sobre a doença, incentivar o diagnóstico precoce e chamar a atenção para a importância do acompanhamento especializado.
Setembro também é conhecido como Mês Roxo, período dedicado à conscientização sobre a fibrose cística. No Brasil, o Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da doença é celebrado em 5 de setembro.
Também chamada de mucoviscidose, a fibrose cística é uma doença genética e hereditária, causada por alterações no gene CFTR. Essas alterações tornam as secreções do organismo mais espessas, podendo comprometer principalmente os pulmões, o pâncreas e o sistema digestivo.
Sintomas podem aparecer ainda na infância
Entre os sinais mais frequentes estão tosse persistente, infecções pulmonares recorrentes, dificuldade para ganhar peso e alterações intestinais. Também podem ocorrer sinusites de repetição, pólipos nasais, chiado no peito, pancreatite, diabetes relacionado à doença e problemas nos ossos.
Os sintomas podem surgir logo após o nascimento, durante a infância ou, em alguns casos, somente na adolescência ou na vida adulta. Por atingir diferentes órgãos, a manifestação da fibrose cística varia entre os pacientes.
Diagnóstico começa no teste do pezinho
A fibrose cística integra a triagem neonatal realizada pelo teste do pezinho. Quando há suspeita, a confirmação é feita principalmente pelo teste do suor, que verifica a concentração de cloro na transpiração. Exames genéticos também podem auxiliar na investigação.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a identificação precoce permite iniciar o acompanhamento rapidamente e aumenta as possibilidades de bons resultados no tratamento.
Tratamento exige acompanhamento contínuo
A doença ainda não tem cura, mas os avanços no diagnóstico e nas opções terapêuticas têm contribuído para melhorar a qualidade e a expectativa de vida dos pacientes.
O tratamento deve ser individualizado e realizado em centros de referência, com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. Podem participar pneumologistas, gastroenterologistas, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais.
A fisioterapia respiratória, o suporte nutricional e o uso de medicamentos estão entre os cuidados que podem fazer parte do tratamento, conforme as necessidades de cada pessoa. A campanha do Mês Roxo reforça que informação, diagnóstico precoce e acesso ao atendimento especializado são fundamentais para quem convive com a fibrose cística.















