Os Correios informaram que os serviços continuam sendo prestados em todo o país durante a greve dos trabalhadores, anunciada pelas entidades sindicais no último dia 10. Para reduzir possíveis impactos da paralisação, a estatal acionou o Plano de Continuidade de Negócios.
Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados de áreas administrativas para auxiliar nas atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. Segundo a empresa, a rede de agências permanece aberta ao público.
TST determina manutenção de 80% do efetivo
Na sexta-feira (11), os Correios ajuizaram pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida ocorreu após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, em assembleias sindicais, da proposta apresentada para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve.
No sábado (12), o TST determinou, em decisão liminar, que 80% do efetivo permaneça em atividade em cada unidade ou estabelecimento da empresa durante a paralisação.
A determinação abrange unidades de atendimento, tratamento, transporte e distribuição, além dos setores administrativos ou de suporte considerados indispensáveis para a continuidade dos serviços postais.
Julgamento está marcado para 21 de setembro
O julgamento do dissídio coletivo está previsto para 21 de setembro, às 13h30. Conforme os Correios, ainda existe a possibilidade de acordo entre as partes antes do julgamento.
Em nota, a estatal afirmou respeitar o direito de greve dos trabalhadores, mas destacou que a paralisação ocorre em um momento considerado sensível para a empresa.
Os Correios afirmam enfrentar uma situação econômico-financeira desafiadora e dizem manter o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização das operações e na busca por novas receitas.















