O fotojornalista Vitor Souza relatou ter sido ameaçado e empurrado durante a cobertura do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, na noite de domingo (25), em Brusque. O caso aconteceu enquanto o profissional registrava imagens de apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro (PL), nas proximidades do diretório municipal do partido.
Segundo o relato do fotógrafo, um grupo de homens o cercou e passou a questionar o motivo das fotografias. Mesmo após se identificar como profissional da imprensa, Vitor afirma que continuou sendo intimidado e recebeu ofensas, incluindo comentários relacionados à sua origem.
“Não adiantava falar que era da imprensa nem nada”, declarou o fotojornalista ao relatar a situação.
Em determinado momento, um dos envolvidos teria tentado agredi-lo com um soco, mas foi contido por outras pessoas.
Após deixar o local, o fotojornalista seguiu até a região da Praça da Prefeitura, onde foi novamente abordado por um grupo de homens. Durante a segunda abordagem, os envolvidos teriam feito ameaças e tentado pegar sua câmera fotográfica e o cartão de memória.
Um casal que passava de carro parou para ajudar o profissional e ofereceu uma carona até sua residência.
Apesar das ameaças e dos empurrões relatados, Vitor não sofreu ferimentos e seus equipamentos não foram danificados. O fotojornalista registrou um boletim de ocorrência.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o profissional demonstrou indignação com o episódio. “Estou um pouco com raiva porque nunca aconteceu isso comigo”, afirmou.
O portal Visão+, onde o profissional trabalha, divulgou uma nota de repúdio ao episódio e informou que prestará apoio na busca por medidas legais e na identificação dos envolvidos.
Vitor também relatou ter recebido uma ligação do prefeito de Brusque e presidente municipal do PL, André Vechi, na segunda-feira (26), que manifestou solidariedade ao profissional.















