Durante fala na tribuna do Senado nesta segunda-feira (31), o senador Hermes Klann (PL-SC) criticou a MP 1.357/2026, que zerou o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. O parlamentar alertou para os impactos da medida sobre o comércio, a indústria nacional e a geração de empregos no Brasil.
Representante de Santa Catarina, estado com forte presença da indústria têxtil e do setor produtivo, Klann afirmou que o debate não pode considerar apenas o preço final pago pelo consumidor. Para o senador, é necessário avaliar também as condições de concorrência enfrentadas pelas empresas brasileiras diante dos produtos importados.
“Não quero proteger o empresário brasileiro da concorrência. Quero proteger o empresário brasileiro da concorrência desleal”, afirmou.
Klann defendeu que produtos nacionais e importados tenham condições equilibradas de competição. Segundo ele, enquanto empresas brasileiras enfrentam custos trabalhistas, tributários e regulatórios, produtos vindos do exterior podem chegar ao consumidor com uma carga menor, criando uma diferença que pode prejudicar quem produz e gera empregos no país.
O senador também chamou atenção para os impactos da medida sobre pequenos e médios negócios, além das cadeias produtivas que dependem da indústria nacional.
“Quando falamos de um produto que entra no Brasil, não estamos falando apenas de preço. Estamos falando de empregos, de fábricas, de comércio e de milhares de famílias que dependem dessas atividades”, destacou.
Para Hermes Klann, a discussão precisa buscar equilíbrio entre o acesso do consumidor a preços competitivos e a preservação das condições necessárias para que empresas brasileiras continuem produzindo, investindo e gerando empregos.
Da tribuna, o senador reforçou que não é contrário à concorrência internacional, mas defende regras justas para todos.
“O Brasil precisa estar aberto à concorrência, mas não pode colocar quem produz aqui dentro em desvantagem. Se queremos uma economia forte, precisamos valorizar quem investe, produz e emprega no nosso país”, concluiu.
















