A decisão da Prefeitura de Brusque de manter o funcionamento normal das unidades de saúde, escolas e demais serviços essenciais durante o jogo da Seleção Brasileira nesta segunda-feira (29), pela Copa do Mundo, provocou uma divergência pública entre a administração municipal e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque e Região (Sinseb).
Enquanto o sindicato critica a medida e afirma que houve falta de organização e tratamento desigual entre os servidores, o prefeito André Vechi defende que a prioridade é garantir a continuidade dos serviços públicos e evitar prejuízos à população.
Críticas do Sinseb
A presidente do sindicato, Tânia Mara Vieira Pompermayer, classificou como injusta a decisão de liberar apenas os setores administrativos em turno único, mantendo em expediente normal servidores da saúde e da educação.
Segundo ela, a administração municipal desconsiderou a importância da convivência familiar durante um evento que ocorre a cada quatro anos e adotou medidas de forma desorganizada, alterando orientações em curto espaço de tempo. A sindicalista também criticou o que considera tratamento desigual entre categorias e sugeriu que a prefeitura poderia disponibilizar um telão para que todos os servidores acompanhassem a partida no estacionamento da Prefeitura.
Posição da Prefeitura
O prefeito André Vechi afirmou que a decisão foi tomada após consultar lideranças empresariais e considerar que comércio, indústria e demais empresas da cidade manteriam as atividades normalmente, interrompendo apenas durante o horário da partida para acompanhar o jogo.
Segundo ele, os servidores da saúde e da educação também poderão assistir ao jogo nas unidades onde trabalham, desde que o atendimento à população não seja comprometido. O prefeito argumentou que suspender atendimentos ou cancelar aulas prejudicaria milhares de famílias, especialmente pais que precisariam deixar o trabalho para buscar os filhos caso as escolas fechassem.
Vechi também rebateu as críticas sobre supostos privilégios aos servidores administrativos, afirmando que esses setores apenas tiveram o expediente reorganizado para o período das 7h às 13h, enquanto atividades consideradas essenciais exigem atendimento contínuo.
O que prevê o decreto
O Decreto nº 10.753, publicado pela Prefeitura, estabelece expediente das 7h às 13h apenas para os setores administrativos da Prefeitura, autarquias, fundações, Samae, Secretaria de Obras, Secretaria de Saúde e Defesa Civil.
Já os atendimentos assistenciais da Saúde, como Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Farmácia Central, Pronto Atendimento, Samu e demais serviços essenciais, permanecem em funcionamento normal. As escolas da rede municipal também mantêm as aulas e o atendimento aos estudantes normalmente, assim como os demais serviços considerados essenciais e de plantão















