O presidente do Sindilojas de Brusque, Fernando Walendowsky, manifestou preocupação com a proposta do governo federal que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O tema, segundo ele, ainda está sendo debatido de forma superficial e pode trazer impactos significativos para o setor empresarial.
De acordo com Walendowsky, a principal preocupação está no aumento de custos para as empresas, que pode chegar entre 18% e 20% caso a mudança seja aprovada. Ele destaca que esse impacto financeiro tende a gerar reflexos diretos na economia, como reajuste de preços, redução de contratações ou até diminuição da produtividade.
“O problema não é ser contra ou a favor da mudança, mas entender de onde virá esse custo e como ele será absorvido”, afirmou. Segundo ele, como o governo não deve abrir mão de arrecadação, a tendência é que o peso recaia sobre o empresariado.
O dirigente também ressaltou que o debate precisa ser ampliado em nível nacional, envolvendo entidades representativas e diferentes setores da economia. Como alternativa, ele defende a revisão do modelo de remuneração, com a adoção do pagamento por hora trabalhada, prática comum em países desenvolvidos.
Na avaliação de Walendowsky, esse modelo traria mais flexibilidade tanto para empresas quanto para trabalhadores, permitindo jornadas adaptáveis à realidade de cada pessoa, como estudantes, idosos e mães com filhos pequenos. “Seria uma forma mais justa de remuneração e facilitaria a organização das escalas de trabalho”, pontuou.
Ele ainda alertou que mudanças na jornada sem ajustes estruturais podem acabar gerando efeitos contrários aos esperados, como aumento do custo de vida e redução de oportunidades de emprego. Para o presidente do Sindilojas, é fundamental que qualquer alteração leve em conta a produtividade e a eficiência da economia brasileira.
O tema segue em discussão e deve avançar nos próximos meses no Congresso Nacional.
















