Celebrado nesta terça-feira, 16 de junho, o Dia Mundial da Tartaruga Marinha destaca a importância de uma das espécies mais antigas do planeta e reforça a necessidade de preservar esses animais, considerados fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
As tartarugas marinhas habitam a Terra há pelo menos 120 milhões de anos. Elas conviveram com os dinossauros e sobreviveram às mudanças que levaram esses gigantes à extinção, há cerca de 65 milhões de anos, tornando-se um símbolo de resistência e adaptação ao longo da história.
Conhecidas como “sentinelas dos mares”, as tartarugas marinhas também funcionam como importantes indicadores da qualidade ambiental. Por serem animais de sangue frio, sua temperatura corporal varia conforme o ambiente, tornando-as altamente sensíveis às alterações climáticas e às mudanças nos ecossistemas onde vivem.
Outra característica que chama a atenção dos pesquisadores é sua extraordinária capacidade de navegação. Mesmo percorrendo milhares de quilômetros pelos oceanos, as tartarugas conseguem realizar migrações transoceânicas com grande precisão, retornando muitas vezes às praias onde nasceram para realizar a desova.
Os estudos científicos sobre essas migrações ganharam impulso a partir da década de 1940, quando o pesquisador norte-americano Archie Carr passou a monitorar os animais utilizando balões meteorológicos, radiotransmissores e programas de marcação e recaptura. O trabalho revelou trajetos impressionantes, como o das tartarugas nascidas na Ilha de Ascensão, no Atlântico, que eram levadas pelas correntes até a costa brasileira para crescer e, posteriormente, retornavam ao local de origem para se reproduzir.
Considerado o principal responsável pelo avanço das pesquisas e da conservação das tartarugas marinhas em nível mundial, Archie Carr ficou conhecido como o “pai” dos estudos sobre esses animais. Em homenagem ao pesquisador, o Dia Mundial da Tartaruga Marinha é comemorado justamente em 16 de junho, data de seu nascimento.
A celebração também busca conscientizar sobre os desafios enfrentados pela espécie. De cada mil filhotes que nascem, apenas um ou dois conseguem chegar à idade adulta, enquanto os demais acabam servindo de alimento para outros animais, desempenhando um papel essencial na manutenção do equilíbrio da cadeia alimentar.














