A UNIFEBE sediou, entre os dias 21 e 23 de outubro, o workshop internacional Lead Tourism, uma iniciativa que visa desenvolver o turismo inclusivo, digital e sustentável, por meio da colaboração entre cinco países: Itália, Eslovênia, Romênia, Argentina e Brasil. A instituição é a única universidade brasileira parceira do projeto, idealizado pela Cosvitec, da Itália, e é financiada pelo programa Erasmus+, da União Europeia.
“Mais do que discutir o turismo do futuro, o LEAD Tourism mostrou que ele só será possível se for construído com todos e para todos. ‘Quando a universidade, o setor turístico e a comunidade se sentam à mesma mesa, as lacunas se transformam em oportunidades, e as ideias se tornam caminhos concretos para um turismo inclusivo, digital e sustentável’, destaca a professora Claudia Huber, que representa a UNIFEBE no projeto internacional ao lado de Bruna Wanderley.
A programação teve três dias e combinou trabalho entre os parceiros internacionais, construção coletiva com o setor turístico e integração com a comunidade. O primeiro dia foi reservado aos parceiros do projeto LEAD Tourism, com reuniões para alinhar as ações e acompanhar as etapas de desenvolvimento.
No segundo dia, representantes dos setores público e privado, bem como outros atores do turismo, participaram de um workshop colaborativo. Juntos, eles construíram visões de futuro, identificaram desafios e propuseram soluções para um turismo mais inclusivo, acessível, digital e sustentável, considerando também o papel da educação e da formação profissional. O terceiro dia, aberto à comunidade, encerrou o encontro com uma apresentação cultural, um case de turismo em Pomerode (SC) e a apresentação do projeto LEAD Tourism. Esse foi também um momento de integração, troca de experiências e networking entre os participantes.
Segundo a reitora da UNIFEBE, professora Rosemari Glatz, o projeto é voltado para o desenvolvimento das regiões, por meio do turismo. “Sabemos que o turismo é uma importante fonte de desenvolvimento e de renda e precisa ser inclusivo em suas mais diversas formas. O resultado desse projeto é uma formação e nós, como instituição de ensino comunitária, preocupada e envolvida diretamente com o desenvolvimento da nossa região, reconhecemos a importância da educação nesse processo. Somos a única instituição de ensino do Brasil envolvida nesse projeto e nos honra muito esse prestígio”.
Iniciado em janeiro deste ano, o projeto conta com reuniões virtuais mensais entre os parceiros para acompanhar e alinhar o desenvolvimento das atividades. O primeiro encontro presencial ocorreu em março, em Buenos Aires, na Argentina. “Brasil e Argentina foram os países da América Latina escolhidos para o desenvolvimento desse projeto, pois possuem um grande potencial turístico, mas precisam desenvolver e aprimorar o turismo a partir dessas vertentes. Isso foi o que constatamos a partir de um mapeamento”, revela Bruno Cesarano, gestor do projeto e membro da Cosvitec, empresa italiana que opera como um consórcio sem fins lucrativos, conectando universidades, centros de pesquisa e o setor empresarial.
Bruno relembra que o Lead Tourism tem duração de dois anos e culminará na elaboração de um programa de formação gratuito, que será disponibilizado virtualmente à população. “Ele estará disponível em todos os idiomas dos cinco países parceiros, e a plataforma prevê que os participantes colaborem entre si. O curso terá duração de 150 horas, com videoaulas e atividades interativas”, completa. Nas 20 horas finais de formação, os participantes poderão desenvolver um produto de acessibilidade e aplicá-lo em um ponto turístico, testando-o com o público-alvo.















