Autoridades de saúde da Índia e do mundo todo estão em alerta após um novo surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental. Ao menos cinco casos foram confirmados, incluindo médicos e enfermeiros, o que indica possível transmissão dentro de hospitais.
Cerca de 100 pessoas foram colocadas em quarentena, e um dos pacientes permanece internado em estado crítico em Calcutá. O risco de novos casos fez soar o sinal vermelho para o potencial pandêmico do vírus.
O que é o vírus Nipah?
O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, que passa de animais para humanos. Identificado pela primeira vez em 1999 na Malásia, o vírus é transmitido principalmente por morcegos frugívoros e, em alguns casos, por porcos.
O contágio pode acontecer por contato direto com secreções desses animais, consumo de frutas contaminadas ou seiva de tamareira crua. Há também registros de transmissão de pessoa para pessoa, especialmente em hospitais.
Sintomas e evolução da doença
Os primeiros sinais da infecção lembram uma gripe comum, com febre, dor de cabeça, náuseas e dor de garganta. No entanto, o quadro pode evoluir rapidamente para complicações graves, como encefalite (inflamação cerebral), convulsões, coma e até insuficiência respiratória.
A taxa de letalidade varia entre surtos, mas pode ultrapassar 70%.
Existe tratamento ou vacina?
Ainda não há tratamento específico ou vacina contra o vírus Nipah. Os cuidados se concentram no suporte clínico, como hidratação e controle dos sintomas, além de suporte respiratório em casos graves.
Pesquisas estão em andamento para desenvolver antivirais eficazes e imunizações, mas ainda sem conclusões definitivas. A OMS considera o Nipah uma das prioridades em sua lista de patógenos com potencial pandêmico.
Como se proteger do Nipah?
A prevenção é a melhor forma de evitar a infecção. Entre as medidas recomendadas estão:
- Evitar contato com morcegos e porcos;
- Não consumir frutas que possam ter sido contaminadas;
- Lavar bem os alimentos antes do consumo;
- Cozinhar bem produtos de origem animal;
- Adotar higiene rigorosa das mãos;
- Usar equipamentos de proteção em ambientes de saúde.
A vigilância ativa e a identificação rápida dos casos são fundamentais para conter novos surtos.
















