O preço da cesta básica caiu 4,95% em Brusque entre junho e julho de 2026. Com a redução, o conjunto dos alimentos básicos passou a custar R$ 739,49 no município, segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Apesar da queda registrada no mês, o custo dos alimentos continua acima do observado no início do ano. De janeiro a julho, a cesta básica acumula alta de 11,97% em Brusque. Na comparação com julho de 2025, o aumento chega a 6,87%.
Tomate e batata puxam queda
Dos 13 produtos que compõem a cesta pesquisada em Brusque, sete ficaram mais baratos entre junho e julho.
A maior redução foi registrada no tomate, que caiu 30,1%. Na sequência aparece a batata, com queda de 17,38%.
Também ficaram mais baratos o café, com redução de 3,73%; o açúcar, 2,67%; o pão, 1,85%; a manteiga, 0,48%; e a carne, 0,33%.
Por outro lado, seis produtos tiveram aumento. O maior avanço foi registrado no feijão, que ficou 6,79% mais caro em apenas um mês.
A banana subiu 2,41%, enquanto o leite aumentou 1,60%. Também houve elevação nos preços da farinha de trigo, de 0,78%; do óleo, de 0,68%; e do arroz, de 0,22%.
Trabalhador precisa de mais de 100 horas para comprar cesta
O levantamento também mostra quanto tempo um trabalhador que recebe um salário mínimo precisa trabalhar para conseguir comprar todos os produtos da cesta básica.
Em julho, considerando o salário mínimo de R$ 1.621, foram necessárias 100 horas e 22 minutos de trabalho para adquirir os alimentos em Brusque.
O resultado representa uma redução em relação a junho, quando eram necessárias 105 horas e 35 minutos. Em julho do ano passado, o tempo calculado era de 100 horas e 17 minutos.
Quando considerado o salário mínimo líquido, já descontados 7,5% referentes à Previdência Social, a cesta básica consumiu 49,32% da renda do trabalhador em julho.
Em junho, esse comprometimento era maior e correspondia a 51,89% da renda líquida. Já em julho de 2025, o percentual era de 49,28%.
Carne representa maior gasto da cesta
A tabela detalhada do levantamento mostra que a carne continua sendo o item com maior peso no orçamento. Os seis quilos considerados na pesquisa representaram um gasto mensal de R$ 311,52, equivalente a 42,13% do valor total da cesta.
O pão aparece na sequência, com gasto de R$ 95,46, enquanto os nove quilos de tomate representaram R$ 66,87. Para comprar somente a quantidade de carne prevista na cesta, um trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisaria trabalhar 42 horas e 17 minutos.
Brusque tem cesta mais barata que Florianópolis
Na comparação apresentada pela pesquisa, a cesta básica de Brusque, de R$ 739,49, ficou abaixo do valor registrado em Florianópolis, onde o conjunto de alimentos chegou a R$ 860,73 em julho.
Entre as localidades apresentadas no levantamento, São Paulo teve a cesta mais cara, com custo de R$ 915,01.
Em âmbito nacional, o preço da cesta básica caiu em 26 das 27 capitais pesquisadas entre junho e julho. São Luís foi a única capital a registrar aumento, de 0,30%.
















