O Dia Mundial Contra os Mosquitos, lembrado nesta quinta-feira (20), chama a atenção para a prevenção das doenças transmitidas por esses insetos e para a importância de medidas simples que podem reduzir a presença de criadouros dentro e ao redor das residências.
Existem mais de 2,5 mil espécies de mosquitos conhecidas. No Brasil, uma das principais preocupações é o Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Por isso, o combate ao mosquito depende de ações permanentes tanto do poder público quanto da população.
Entre as principais medidas está a eliminação de recipientes que possam acumular água. Baldes, garrafas, pneus, vasos de plantas e outros objetos expostos devem ser verificados regularmente. Caixas-d’água, tonéis, cisternas e lixeiras precisam permanecer tampados.
A atenção também deve alcançar calhas, lajes, bandejas de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. Nos pratos de plantas, uma das orientações é utilizar areia, enquanto recipientes usados para fornecer água aos animais de estimação devem ser higienizados com frequência. Piscinas também precisam receber os cuidados adequados.
Proteção individual também é importante
Além de impedir a reprodução dos mosquitos, medidas de proteção individual ajudam a diminuir o risco de picadas. Entre elas estão a utilização de telas em portas e janelas, roupas que reduzam a exposição da pele e repelentes e inseticidas utilizados conforme as orientações do fabricante.
A vacinação também integra as estratégias de prevenção para doenças que possuem imunizantes disponíveis e indicados pelas autoridades de saúde.
A prevenção precisa ocorrer durante todo o ano. A eliminação de água parada e de possíveis criadouros é considerada uma das principais estratégias para interromper o ciclo de reprodução dos mosquitos.
Por que a data é lembrada em 20 de agosto?
O Dia Mundial Contra os Mosquitos remete a uma descoberta científica realizada em 20 de agosto de 1897. Naquele dia, o médico britânico Ronald Ross identificou o parasita causador da malária em uma fêmea do mosquito Anopheles.
A descoberta ajudou a demonstrar o papel dos mosquitos na transmissão da malária e representou um avanço para a compreensão de doenças transmitidas por vetores.
Mais de um século depois, a data é utilizada para reforçar a conscientização sobre os riscos associados aos mosquitos e lembrar que atitudes adotadas diariamente pela população continuam sendo fundamentais para reduzir a proliferação desses insetos e proteger a saúde coletiva.















