A Rádio Araguaia recebeu, na manhã desta sexta-feira (3/7), a visita do ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. Ao jornalismo da Rádio Araguaia, o policial falou sobre sua trajetória à frente da instituição, os investimentos realizados no período e os desafios enfrentados na área da segurança pública.
Ulisses Gabriel comandou a Polícia Civil catarinense entre janeiro de 2023 e março de 2026. Durante a conversa, ele relembrou que, ao assumir o cargo a convite do governador Jorginho Mello, recebeu duas missões principais: qualificar o atendimento prestado à população e intensificar o combate à criminalidade.
Segundo o ex-delegado-geral, a gestão foi pautada pelo planejamento estratégico, com foco em fortalecer a estrutura da Polícia Civil para enfrentar o crime organizado.
Entre os principais avanços destacados está o aumento do orçamento da instituição. Conforme Ulisses Gabriel, os recursos passaram de R$ 77 milhões, em 2022, para R$ 146 milhões em 2026, praticamente dobrando a capacidade de investimento da corporação.
Investimentos chegaram à região
Durante a entrevista, o ex-delegado geral ressaltou que a região também foi beneficiada pelos investimentos realizados no período.
Entre as ações citadas estão a reforma da Delegacia de Polícia de São João Batista e a implantação da sede própria da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Brusque.
Além das melhorias na infraestrutura, ele destacou investimentos em tecnologia, com a aquisição de computadores, softwares e ferramentas voltadas à modernização das investigações.
Entre as inovações implantadas durante a gestão estão o Inquérito Policial Digital, o Sistema Único de Denúncias e a emissão online da certidão de antecedentes criminais, serviços que reduziram a burocracia e agilizaram o atendimento ao cidadão.
A compra de novas armas e renovação da frota no estado também foram lembradas pelo policial.
Falta de efetivo segue como desafio
Apesar dos investimentos, Ulisses Gabriel afirmou que a principal dificuldade enfrentada durante a gestão foi a carência de profissionais na Polícia Civil.
Ele lembrou que, quando assumiu o comando da instituição, havia um déficit de delegados, agentes, escrivães e psicólogos policiais, consequência da ausência de concursos públicos em diferentes áreas por vários anos.
Como exemplo, citou que Brusque estava sem psicólogo policial para atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e que municípios da região, como São João Batista, enfrentavam déficit de delegados para atender à demanda da população.
Durante a entrevista à Rádio Araguaia, Ulisses Gabriel avaliou que os investimentos em estrutura, tecnologia, armamentos e renovação da frota fortaleceram a atuação da Polícia Civil catarinense, mas ressaltou que a recomposição do efetivo continua sendo um dos principais desafios para garantir a manutenção dos serviços e o enfrentamento da criminalidade em Santa Catarina.
















