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Justiça arquiva investigação sobre caso do cão Orelha em Florianópolis

Fonte: Reprodução

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A Justiça de Florianópolis determinou o arquivamento do procedimento investigatório envolvendo o caso do cão “Orelha”, que ganhou repercussão nas redes sociais após suspeitas de maus-tratos na Praia Brava.

A decisão foi homologada pela Vara da Infância e Juventude da Capital, após manifestação do Ministério Público de Santa Catarina. Conforme as investigações, os adolescentes apontados inicialmente no caso não estavam com o animal no momento em que teria ocorrido a suposta agressão.

De acordo com o Ministério Público, a apuração reuniu análises de quase dois mil arquivos digitais, entre vídeos, fotografias, depoimentos e dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos durante a investigação.

As autoridades identificaram ainda divergências nos horários registrados por câmeras públicas e privadas analisadas no inquérito. Após a correção da linha do tempo, a investigação concluiu que o cão e o adolescente investigado não estiveram juntos no local no horário apontado inicialmente.

Laudo apontou doença grave

Outro ponto considerado decisivo foi o resultado do laudo veterinário elaborado após a exumação do corpo do animal. Segundo a perícia, o cão apresentava um quadro avançado e crônico de osteomielite na mandíbula, além de graves problemas dentários.

Ainda conforme o laudo, não foram identificadas fraturas, cortes ou outras lesões compatíveis com agressão humana. A conclusão técnica aponta que a morte do animal ocorreu em decorrência da doença preexistente.

Caso teve repercussão nas redes sociais

O caso gerou grande mobilização nas redes sociais no início do ano, envolvendo moradores, entidades de proteção animal e autoridades. A investigação foi conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei e da Delegacia de Proteção Animal, com acompanhamento do Ministério Público.

O Ministério Público informou ainda que seguirá apurando possíveis casos de disseminação de informações falsas e situações de ataques virtuais contra adolescentes relacionados ao caso. Segundo o órgão, parte das acusações divulgadas nas redes sociais não possuía comprovação técnica.

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