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Polícia Civil alerta para boatos sobre supostos sequestros em Brusque

Delegado alerta para risco de pânico causado por informações sem comprovação nas redes sociais

Fonte: Policia Civil

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A Polícia Civil de Brusque fez um alerta nesta terça-feira (6) após receber diversas ligações relacionadas a mensagens e relatos que vêm circulando em grupos de WhatsApp sobre supostos sequestros de crianças e adolescentes no município.

Desde as primeiras horas da manhã, pais, professores e outras pessoas têm procurado a Polícia Civil para relatar informações sobre uma possível quadrilha ou associação criminosa que estaria atuando na cidade.

Segundo o delegado regional, as informações estão sendo concentradas na Delegacia de Investigações Criminais (DIC), que acompanha os relatos. A orientação, no entanto, é para que a população tenha cautela antes de compartilhar mensagens sem confirmação.

De acordo com o delegado, o repasse de informações não verificadas pode provocar pânico generalizado, muitas vezes sem qualquer base estatística ou comprovação por parte dos órgãos responsáveis pela investigação.

A Polícia Civil esclareceu que, até o momento, existe apenas um boletim de ocorrência registrado envolvendo situação semelhante. O caso teria ocorrido no bairro Limeiro, no dia 24 de setembro, e segue sendo apurado.

Ainda conforme a Polícia Civil, não há confirmação de que tenha ocorrido, de fato, uma tentativa de sequestro nessa ocorrência.

Outro relato que ganhou repercussão chegou à polícia por meio de uma mensagem de voz enviada por uma mãe no WhatsApp. Ela mencionava uma situação envolvendo a loja 10, em Brusque.

Após analisar imagens do estabelecimento, a Polícia Civil descartou qualquer tentativa de sequestro.

As imagens mostraram que uma criança estava circulando sozinha pela loja quando foi abordada por um segurança do estabelecimento. Ao perceber a situação, o funcionário procurou identificar onde estavam os pais para conduzir a criança até eles.

Diante da análise das imagens, a Polícia Civil concluiu que não houve tentativa de sequestro ou de subtração da criança nesse caso.

Em relação aos demais relatos que circulam pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, a Polícia Civil afirmou que não há, até o momento, registros específicos.

Segundo o delegado, muitas das mensagens apresentam informações vagas, citando supostas situações em estacionamentos ou outros locais, mas sem dados concretos que permitam confirmar os fatos.

A orientação é para que a população tenha cuidado ao compartilhar esse tipo de conteúdo e procure os órgãos de segurança sempre que houver uma situação concreta ou suspeita.

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