Uma técnica de enfermagem foi presa preventivamente após tentar sequestrar uma recém-nascida em uma maternidade de Teresina, no Piauí. O caso aconteceu na última segunda-feira (6), e a prisão foi cumprida dois dias depois, na quarta-feira (8), pela Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP).
De acordo com a Polícia Civil do Piauí, a suspeita estava de folga no dia da ocorrência, mas entrou na maternidade vestindo o uniforme da instituição, embora não estivesse escalada para trabalhar.
Segundo as investigações, ela abordou familiares de uma adolescente de 14 anos que havia acabado de dar à luz e informou que levaria a bebê para a realização de exames. A tia da recém-nascida, que acompanhava a mãe, entregou a criança acreditando que o procedimento fazia parte da rotina hospitalar.
Em seguida, a mulher entrou em um banheiro, trocou de roupa e escondeu a recém-nascida dentro de uma sacola. Ao notar a demora para o retorno da bebê, a tia passou a procurá-la e encontrou a criança ainda dentro do banheiro, impedindo que a suspeita deixasse a maternidade.
Após a descoberta da tentativa de sequestro, a supervisão da unidade foi acionada. Conforme a Polícia Civil, até o momento não há indícios de participação de outros funcionários no caso.
Prisão ocorreu dois dias após o crime
A mulher não foi presa em flagrante porque o boletim de ocorrência foi registrado apenas no fim do dia, quando ela já havia deixado o hospital.
Depois da repercussão do caso, familiares a internaram no Hospital Areolino de Abreu. No local, ela foi localizada e presa preventivamente por equipes da FEISP. Segundo o delegado Filipe Bonavides, a investigada permaneceu em silêncio durante o cumprimento do mandado.
Polícia investiga possível gravidez psicológica
Durante as investigações, testemunhas relataram que a suspeita havia organizado um chá de bebê, preparado um quarto para receber uma criança e dizia estar grávida. Na residência dela, os policiais encontraram roupas e acessórios de bebê já separados.
No entanto, exames realizados pela unidade de saúde do trabalho da maternidade e um teste Beta HCG feito posteriormente no Hospital Areolino de Abreu indicaram que ela não estava gestante.
De acordo com o delegado Hugo Alcântara, a investigação busca esclarecer se a mulher esteve grávida em algum momento ou se apresentava um quadro de gravidez psicológica desde o início.
Já o delegado-geral Luccy Keiko informou que a suspeita afirmou ter perdido um bebê e disse não se lembrar de ter entrado na maternidade. Ele acrescentou que a mulher também é investigada em inquéritos por estelionato e que a Polícia Civil apura a motivação da tentativa de sequestro e o histórico da investigada.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí como tentativa de sequestro.
*Com informações de SBT News.
















