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Trabalhadores têxteis rejeitam proposta patronal em Brusque

Sintrafite afirma que proposta patronal representa menos de 1% de ganho real

Fonte: Comunicar Jornalismo - Imagem: Divulgação

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Trabalhadores têxteis de Brusque, Guabiruba, Botuverá e Nova Trento rejeitaram de forma unânime a contraproposta apresentada pelo sindicato patronal durante as negociações salariais da campanha 2026/2027. A decisão foi tomada em assembleias realizadas nesta sexta-feira, 22, pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação, Malharia, Tinturaria, Tecelagem e Assemelhados (Sintrafite), em Brusque.

Segundo o Sintrafite, após mais de dois meses de análise da pauta aprovada pela categoria em março, o setor patronal apresentou duas possibilidades de reajuste salarial: 4,5% ou 5%. Como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período ficou em 4,11%, o maior percentual representaria menos de 1% de ganho real nos salários.

Ainda conforme o sindicato, a proposta de 5% estava condicionada à alteração da cláusula do prêmio de assiduidade, com possibilidade de ampliação do benefício para até 30%. A categoria, porém, defende reajuste de 10%, incluindo reposição do INPC, ganho real, valorização dos pisos salariais, redução da jornada semanal para 40 horas e manutenção das cláusulas da atual Convenção Coletiva de Trabalho.

Durante as assembleias, um dos principais pontos debatidos foi a diferença entre reajuste aplicado diretamente no salário-base e valores pagos por meio de prêmio de assiduidade. O advogado do Sintrafite, Márcio Silveira, explicou que o benefício não possui os mesmos reflexos trabalhistas sobre férias, 13º salário, FGTS e aposentadoria, além de poder ser perdido em algumas situações previstas na convenção coletiva.

O dirigente sindical Anibal Boettger também destacou que, nas conferências de rescisões realizadas pelo sindicato, é possível perceber diferenças significativas entre o que integra o salário-base e o que é pago como prêmio. Trabalhadores presentes nas assembleias ainda relataram preocupação com o aumento do custo de vida e cobraram maior valorização salarial diante do crescimento registrado pelas empresas do setor têxtil da região.

Outro tema abordado foi o debate nacional sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Segundo o Sintrafite, a negociação atual trata apenas da reposição das perdas acumuladas entre maio de 2025 e abril de 2026, período em que não houve alteração na carga horária dos trabalhadores.

O presidente do sindicato, Altair Stofela, afirmou que a entidade continuará defendendo reajuste real e valorização dos trabalhadores nas próximas rodadas de negociação. Com a rejeição da contraproposta patronal, a categoria aprovou a continuidade das negociações e definiu que a próxima assembleia será realizada em um domingo pela manhã.

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