A Vigilância Ambiental de Porto Alegre começou os testes para incorporar uma nova tecnologia no controle do mosquito Aedes aegypti na Capital, com uso de drone. O projeto-piloto é resultado de parceria entre as secretarias municipal e estadual de saúde, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde e do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul. O primeiro voo experimental utilizou água no lugar do larvicida, com o objetivo de avaliar o funcionamento do equipamento.
A operação será conduzida por técnicos de nível superior da Vigilância Ambiental, conforme critérios técnicos previamente estabelecidos. O uso do drone é indicado especialmente para áreas extensas e sem presença de moradores. De acordo com o gerente do setor, Alexandre Companhoni, os locais de aplicação serão definidos de forma estratégica pelas equipes. Entre os ambientes prioritários estão grandes pátios, imóveis abandonados, cemitérios e ferros-velhos.
“O larvicida a ser utilizado é biológico e seletivo, atuando exclusivamente sobre as larvas do mosquito, sem risco para humanos e animais. Além disso, apresenta efeito residual, permanecendo ativo no ambiente por dias ou até meses”.
A expectativa é incorporar o uso do drone ao trabalho de controle do mosquito transmissor de vírus de doenças como a dengue, chikungunya e zika ainda neste ano. O drone foi cedido à Diretoria de Vigilância em Saúde e é de uso exclusivo para ações ambientais do órgão. Esse drone será usado de forma complementar a outras ferramentas já implementadas pela Vigilância Ambiental para o controle vetorial na cidade.















