Nesta sexta-feira (28/8), é lembrado o Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento. Instituída pela Lei nº 12.199, de 2010, a data busca conscientizar a população, fortalecer medidas preventivas e dar visibilidade às dificuldades enfrentadas pelas vítimas.
O escalpelamento ocorre quando o couro cabeludo é arrancado de maneira brusca. Um dos principais fatores de risco é o contato de cabelos compridos com eixos e outras partes móveis de motores de embarcações.
Esses acidentes são mais frequentes entre meninas e mulheres de comunidades ribeirinhas da Região Amazônica. Em muitas dessas localidades, os barcos representam o principal ou único meio de transporte para chegar à escola, ao trabalho ou aos centros urbanos.
Como os acidentes acontecem
O risco é maior em embarcações precárias que não possuem proteção sobre o eixo do motor e as hélices. Quando o equipamento é acionado, as peças giram em alta velocidade e podem puxar cabelos, cordas, colares e cordões.
A aproximação do motor pode ocorrer, por exemplo, quando passageiros precisam retirar a água acumulada dentro do barco durante o trajeto. Sem a proteção adequada, o contato com as partes móveis pode provocar lesões graves no couro cabeludo e atingir também pálpebras, orelhas e outras regiões da face.
As consequências variam conforme a área afetada e podem incluir sequelas físicas e emocionais, dores crônicas na cabeça e no pescoço, além de dificuldades na audição, na fala e na visão. Em situações mais graves, o acidente pode levar à morte.
Cuidados necessários
A Lei nº 11.970, de 2009, determina a instalação de cobertura nas partes móveis dos motores das embarcações. A proteção é oferecida e instalada gratuitamente pela Marinha do Brasil, por meio das Capitanias dos Portos.
Além da proteção obrigatória do motor, passageiros devem manter os cabelos presos e evitar permanecer perto do equipamento usando colares ou cordões. Bonés e chapéus também podem ajudar a proteger os cabelos.
Redes não devem ser armadas próximas ao motor, e crianças precisam permanecer sob a supervisão de um adulto durante todo o deslocamento. Essas medidas simples podem evitar acidentes capazes de causar sequelas permanentes.
*Com informações da Sociedade de Pediatria de São Paulo















