Brusque avançou 46 posições e passou a ocupar o 32º lugar geral na edição de 2026 do Ranking de Competitividade dos Municípios. A cidade alcançou nota 57,89 no levantamento, que avaliou 423 municípios brasileiros.
Além do avanço na classificação geral, Brusque conquistou a segunda colocação nacional em dois dos pilares analisados: segurança e qualidade da saúde.
Elaborado pelo Centro de Liderança Pública, o estudo compara municípios com população superior a 80 mil habitantes. A avaliação reúne 65 indicadores, distribuídos em 13 pilares e três dimensões: instituições, sociedade e economia.
Entre as cidades da região Sul, Brusque ocupa o 13º lugar, ficando à frente de municípios como Criciúma, Cascavel, Lajeado e Chapecó.
Brusque avança 66 posições em segurança
No pilar de segurança, Brusque subiu 66 posições e alcançou o segundo lugar nacional, atrás apenas de Várzea Paulista, em São Paulo.
O resultado não representa uma queda em relação ao levantamento que apontou Brusque como a cidade mais segura do Brasil. As pesquisas utilizam metodologias diferentes. O Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2025 considerou a taxa de homicídios em municípios com mais de 100 mil habitantes.
Já o Ranking de Competitividade analisa cidades com mais de 80 mil moradores e reúne cinco indicadores no pilar de segurança, incluindo mortes violentas intencionais, mortalidade de jovens e ocorrências relacionadas ao trânsito.
O município obteve nota 95,73 e apresentou desempenho de destaque nos indicadores de mortes violentas intencionais, no qual ocupa a oitava colocação.
Brusque também aparece em primeiro lugar em mortes por causas indeterminadas. Nesse indicador, o município avançou 315 posições e divide a liderança com outras cidades que alcançaram a nota máxima.
Outro avanço expressivo foi registrado na mortalidade de jovens por razões de segurança. Brusque ganhou 130 posições e passou a ocupar o sétimo lugar entre as cidades avaliadas.
No indicador de morbidade hospitalar por acidentes nos transportes, o município aparece na 17ª colocação, depois de avançar seis posições.
Apesar do resultado positivo no pilar, o relatório aponta a mortalidade nos transportes como o principal desafio de Brusque na área de segurança. A cidade ocupa a 179ª posição nesse indicador, mesmo após subir 91 colocações.
Cidade também é vice-líder em qualidade da saúde
Brusque ocupa ainda a segunda posição nacional no pilar de qualidade da saúde, após avançar 28 colocações. A nota alcançada pelo município foi de 93,71.
O relatório destaca o resultado relacionado à mortalidade materna. Brusque avançou 231 posições e passou a dividir o primeiro lugar com outros municípios que não registraram mortes maternas no ano considerado pelo levantamento.
Na mortalidade por causas evitáveis, a cidade aparece em quarto lugar, após subir dez posições. Brusque também ocupa a 17ª colocação em mortalidade na infância, com avanço de 14 posições.
O principal ponto de atenção apontado pelo estudo é a desnutrição na infância. Brusque recuou 74 posições nesse indicador e aparece no 155º lugar.
Em obesidade na infância, o município ocupa a 188ª posição, mesmo depois de avançar 31 colocações.
Balneário Camboriú lidera nacionalmente o pilar de qualidade da saúde. Depois de Brusque, aparecem São Caetano do Sul, em São Paulo; Lajeado, no Rio Grande do Sul; e Avaré, também em São Paulo.
Desempenho nas três dimensões
Na dimensão de instituições, Brusque ocupa a 25ª colocação nacional, após avançar 108 posições.
Em sociedade, a cidade aparece no 30º lugar, com ganho de 53 posições. Já na dimensão econômica, Brusque ocupa a 106ª colocação e avançou uma posição.
O Ranking de Competitividade dos Municípios busca avaliar a capacidade das administrações municipais de oferecer serviços públicos, promover qualidade de vida, atrair investimentos e criar condições para o desenvolvimento da população.
Os resultados são comparativos e consideram somente os 423 municípios incluídos no levantamento.















