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Anvisa aprova novo tratamento contra tipo de câncer do sistema linfático

Medicamento é indicado para adultos com linfoma folicular após pelo menos duas terapias anteriores

Fonte: Gerada por IA

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento destinado ao tratamento do linfoma folicular, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático.

O produto autorizado é o Lunsumio® SC, cujo princípio ativo é o mosunetuzumabe. A indicação é voltada a pacientes adultos com a doença recidivada, quando o câncer retorna após o tratamento, ou refratária, situação em que não há resposta à terapia.

Para receber o medicamento, o paciente deverá ter passado anteriormente por pelo menos duas linhas de tratamento.

O registro foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (24), por meio da Resolução 3.289/2026.

Como o medicamento atua

O mosunetuzumabe é um anticorpo monoclonal biespecífico do tipo IgG1. Ele foi desenvolvido para se ligar simultaneamente a dois alvos presentes no organismo.

Um deles é o antígeno CD20, encontrado nas células B malignas. O outro é o CD3, presente nos linfócitos T, que fazem parte do sistema de defesa do corpo.

Essa ligação direciona e ativa os linfócitos T para que reconheçam e eliminem as células B tumorais.

Administração é subcutânea

O medicamento é apresentado como uma solução injetável pronta para uso e deve ser administrado por via subcutânea.

O produto será disponibilizado em frascos-ampola de 0,5 mililitro, com 5 miligramas, e de 1 mililitro, com 45 miligramas.

Segundo a Anvisa, a aplicação subcutânea pode proporcionar maior conveniência e reduzir o tempo necessário para a administração do tratamento.

Entenda o linfoma folicular

O linfoma folicular é uma doença maligna que atinge as células B do sistema linfático. Geralmente, apresenta evolução lenta, mas pode retornar diversas vezes ao longo do tempo.

Pacientes que enfrentam sucessivas recaídas ou que deixam de responder aos tratamentos disponíveis podem ter opções terapêuticas limitadas.

A aprovação do novo medicamento oferece uma alternativa para adultos que já passaram por pelo menos dois tratamentos anteriores e continuam enfrentando a doença.

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