A Justiça condenou o município de São Bento do Sul e a entidade responsável por uma maternidade da cidade após a morte de um bebê ainda durante a gestação. A decisão reconheceu falhas no atendimento prestado à mãe em uma unidade conveniada ao SUS.
O caso gerou forte comoção e envolve uma gestante que procurou ajuda médica após sentir fortes dores e apresentar sangramento.
Gestante teria esperado horas por atendimento
Segundo o processo, a mulher já tinha histórico de cesarianas anteriores e estava com o parto agendado. Mesmo diante do quadro considerado de risco, a família afirma que houve demora para que medidas urgentes fossem tomadas.
Os pais relataram que o bebê ficou várias horas sem o atendimento necessário e que a cesariana não foi realizada imediatamente, mesmo com sinais de complicações.
Perícia apontou falhas no atendimento
Durante a análise do caso, uma perícia confirmou problemas na condução do atendimento obstétrico.
De acordo com o laudo, a gestante chegou ao hospital com bolsa rompida, sangramento e indicação para realização de cesariana. Apesar disso, permaneceu apenas em observação, sem acompanhamento fetal adequado e sem cirurgia imediata.
O documento também apontou que o tempo de espera ultrapassou o considerado aceitável em situações de risco.
Família será indenizada
Com a decisão, o município e a entidade mantenedora da maternidade foram condenados ao pagamento de indenizações à família.
Os pais da criança deverão receber R$ 50 mil por danos morais, além de uma pensão mensal equivalente a dois terços do salário mínimo. As irmãs da criança também serão indenizadas em R$ 25 mil.
O médico plantonista acabou sendo retirado do processo durante o andamento da ação.
Justiça destacou sofrimento da família
Na decisão, o magistrado destacou o sofrimento enfrentado pelos familiares diante da perda do bebê e reconheceu que houve falha no atendimento prestado à gestante.
O caso ocorreu em uma unidade hospitalar conveniada ao Sistema Único de Saúde no norte de Santa Catarina.
















