A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) manifestou preocupação com o fim da cobrança de imposto sobre importações de até US$ 50, aprovado pelo Congresso Nacional nesta quinta-feira (3). Para a entidade, a medida será prejudicial à indústria, ao comércio e ao desenvolvimento econômico do país.
Na avaliação da Federação, a decisão concede uma vantagem aos fabricantes estrangeiros em relação às empresas instaladas no Brasil, que precisam cumprir exigências ambientais, trabalhistas e regulatórias.
“O industrial brasileiro cumpre uma série de normas ambientais, trabalhistas e de regulação, e submeter produtos importados a uma carga tributária inferior à incidente sobre muitos produtos fabricados no Brasil amplia ainda mais uma assimetria que já prejudica quem produz e gera empregos aqui”, afirmou o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme.
Pequenas empresas podem ser mais afetadas
A Fiesc também cita estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), segundo os quais a retirada da cobrança deverá atingir principalmente as micro e pequenas empresas. Entre os segmentos apontados como mais vulneráveis está o setor têxtil.
Conforme o levantamento mencionado pela entidade, o fim da chamada “taxa das blusinhas” pode aumentar em 28% o volume de pequenas encomendas internacionais e colocar em risco 109 mil empregos no país.
A Federação catarinense lamentou a aprovação da medida e avaliou que os impactos sobre a economia e os empregos brasileiros não receberam a devida consideração. Para a entidade, a mudança ocorre em um momento inoportuno para o setor produtivo nacional.














