O TJGO (Tribunal de Justiça de Goiás) condenou o Hospital São Sebastião, em Inhumas, a pagar R$ 1 milhão em indenizações às famílias de dois meninos que foram trocados logo após o nascimento, em outubro de 2021.
A decisão reconheceu uma grave falha na prestação de serviço da maternidade e determinou o pagamento de danos morais aos pais das crianças. O caso veio a público após exames de DNA confirmarem que os meninos estavam vivendo com as famílias biológicas erradas.
Como será feita a indenização
Segundo a sentença, cada um dos quatro pais envolvidos receberá R$ 250 mil. Além disso, o hospital deverá ressarcir R$ 880 gastos pelas famílias com os testes de DNA que ajudaram a esclarecer o caso.
Por ser uma decisão de primeira instância, o Hospital São Sebastião ainda pode recorrer da condenação judicial.
A Justiça entendeu que houve uma “gravíssima violação” dos direitos das famílias, considerando o impacto emocional causado pela troca dos recém-nascidos.
Exame de DNA revelou o erro
A descoberta aconteceu quase três anos após os partos. A suspeita começou quando Cláudio Alves decidiu fazer um exame de DNA para confirmar a paternidade do menino que criava ao lado da companheira, Yasmin Kessia da Silva.
O resultado apontou incompatibilidade genética. Em seguida, Yasmin também realizou o teste e recebeu a confirmação de que a criança também não era sua filha biológica.
A partir disso, o casal iniciou uma investigação para localizar o verdadeiro filho. Eles identificaram outro casal que esteve na mesma maternidade no dia do parto: Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza.
Um novo exame confirmou que os dois bebês haviam sido trocados ainda na maternidade.
Processo de transição das crianças
Antes mesmo da condenação financeira, a Justiça já havia determinado um processo gradual de transição entre as famílias.
Em outubro de 2025, o TJGO autorizou a entrega progressiva das crianças às famílias biológicas. A medida buscou reduzir os impactos emocionais e psicológicos nos meninos, que já haviam criado vínculos afetivos com os pais que os criaram desde o nascimento.
Durante esse período, os quatro pais passaram a compartilhar momentos de convivência com as crianças.
Registros também foram alterados
Além da guarda, os documentos civis dos meninos também passaram por mudanças. As novas certidões de nascimento passaram a incluir oficialmente os nomes dos pais e mães biológicos.
O caso chamou atenção em todo o país pela gravidade do erro e pelos impactos causados às duas famílias, que viveram quase quatro anos sem saber da troca ocorrida na maternidade.
















