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Chapecoense é condenada a indenizar família de jornalista morto na tragédia da LaMia

Justiça entendeu que clube falhou na contratação da empresa aérea responsável pelo voo

Fonte: Reprodução | SBT

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A Associação Chapecoense de Futebol foi condenada pela Justiça de Santa Catarina a indenizar a família do jornalista Giovani Klein Victoria, de 28 anos, morto no acidente aéreo da LaMia, em 2016. A decisão foi proferida pela 2ª Vara Cível e ainda cabe recurso.

Segundo a sentença, o clube deverá pagar R$ 150 mil por danos morais para cada um dos familiares da vítima: a companheira e os pais. O valor inicial da condenação soma R$ 450 mil, além de juros e correção monetária desde a data do acidente.

Justiça aponta responsabilidade do clube

A tragédia ocorreu em novembro de 2016, quando o avião da companhia LaMia caiu próximo de Medellín, na Colômbia. A aeronave levava jogadores da Chapecoense, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulantes para a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

O acidente deixou 71 mortos e apenas seis sobreviventes. Durante as investigações, foi apontado que a aeronave decolou com combustível insuficiente para completar o trajeto, sem margem de segurança.

Na decisão judicial, a Justiça entendeu que a Chapecoense teve responsabilidade na contratação da empresa aérea. O processo aponta que o clube teria escolhido a LaMia por apresentar menor custo, deixando de lado outras opções consideradas mais seguras.

Argumento da defesa foi rejeitado

Durante o processo, a Chapecoense alegou que o jornalista viajava gratuitamente, em forma de cortesia, e que isso afastaria a responsabilidade do clube.

O argumento, porém, foi rejeitado. A Justiça considerou que a viagem ocorreu a convite da equipe para cobertura jornalística, o que manteve o dever de indenizar os familiares.

A sentença também destacou falhas na fiscalização das condições do voo, classificando a situação como culpa grave.

Pedidos negados e posicionamento do clube

Apesar da condenação por danos morais, a Justiça negou os pedidos de pensão mensal e reembolso de despesas com tratamento psicológico. Segundo a decisão, não houve comprovação suficiente de dependência econômica nem apresentação de documentos que comprovassem os gastos.

A empresa aérea LaMia e a seguradora, que também eram rés no processo, foram retiradas da ação a pedido dos autores. Com isso, a Chapecoense respondeu sozinha nesta etapa da decisão.

Em nota, a Associação Chapecoense de Futebol informou que não irá se manifestar sobre o caso por se tratar de um processo ainda em tramitação judicial. O clube afirmou que respeita o Poder Judiciário e que eventuais esclarecimentos serão apresentados nos autos do processo.

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