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Entidades lançam cartilha para enfrentar violência e assédio em condomínios

Material educativo fortalece rede de apoio e orientação às vítimas

Fonte: Ideia Comunicação - Imagem: Amabile Nazário/Ideia Comunicação

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Na manhã desta quinta-feira, 23 de abril, o Núcleo de Corretores e Imobiliárias da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr) juntamente com o Síndicos Planning e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (CRECI-SC), promoveram o lançamento da cartilha “Violência contra a mulher, assédio moral e sexual nos condomínios”. O evento reuniu profissionais do setor imobiliário, representantes de entidades e autoridades, e contou com um painel dedicado ao tema.

A publicação é fruto de um trabalho colaborativo que envolve diversas instituições e especialistas, com coordenação editorial do Síndicos Planning, em parceria com o CRECI-SC. De caráter educativo e preventivo, o material busca orientar síndicos, administradoras, conselhos condominiais, colaboradores e profissionais do setor sobre como identificar, prevenir e agir diante de situações de violência e assédio em condomínios.

Ação conjunta e mobilização

A coordenadora do Núcleo, Juçara Benvenutti, destaca a adesão ao evento e o envolvimento das entidades. “A expectativa foi plenamente atingida, com a participação de profissionais de diferentes áreas, como síndicos, administradores de condomínio e corretores. É muito gratificante promover uma ação sobre um tema tão importante, reunindo pessoas comprometidas com a proteção e o acolhimento das mulheres”, afirmou.

Ela também ressalta o sentimento de realização à frente da iniciativa no município. “Ver o engajamento dos participantes reforça que estamos no caminho certo, transformando ideias em ações concretas e contribuindo para a conscientização e proteção das mulheres”, completou.

Presente no evento, a vice-presidente do CRECI-SC, Cleidi Bénetti, enfatizou o papel da cartilha como instrumento de orientação. Segundo ela, o material atende a uma demanda real do setor. “Muitas vezes, as pessoas presenciam ou até vivenciam situações de violência e não sabem como agir ou a quem recorrer. A cartilha vem justamente para orientar, mostrando os caminhos de apoio e fortalecendo a rede de proteção”, destacou.

O fundador da Síndicos Planning, entidade responsável pela coordenação do editorial, Luís Pardal, conta que a iniciativa surgiu a partir da necessidade prática vivenciada por síndicos e administradoras. “A cartilha nasceu da dificuldade enfrentada no dia a dia para lidar com situações de violência dentro dos condomínios. Hoje, ela representa a união de diversas entidades e o esforço coletivo para disseminar conhecimento e orientar a sociedade sobre como prevenir e agir”, afirmou.

Rede de apoio e orientação às vítimas

Participando do painel, a sargento da Polícia Militar, Caroline Leite da Silva, reforçou a importância da informação como ferramenta de enfrentamento à violência. “A cartilha é fundamental porque muitas pessoas não sabem o que fazer ao se deparar com uma situação de violência. Ela orienta sobre como agir, quais são os tipos de violência e quais caminhos devem ser seguidos”, explicou.

Da mesma forma fala o tenente-coronel Pedro Machado Júnior, comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar. Segundo ele, iniciativas como essa fortalecem o trabalho já realizado pelas forças de segurança. “É muito importante que entidades de diferentes setores se unam em ações como essa, que levam informação à população e auxiliam no enfrentamento da violência. Esse material vem para somar, esclarecer dúvidas e orientar sobre como agir, inclusive em situações que envolvem condomínios”, pontuou.

Integração entre entidades

O evento também evidenciou a importância da atuação conjunta entre instituições. A reitora da UNIFEBE, Rosemari Glatz, ressalta o alcance da iniciativa. “Estamos diante de um tema sensível e extremamente relevante. A cartilha traz orientações importantes sobre como agir diante dessas situações, fortalecendo a rede de apoio e ampliando o acesso à informação”.

A presidente da OAB Brusque, Cristiana Guérios, reforça a necessidade de ampliar o acesso à orientação jurídica. “É fundamental que a sociedade saiba onde buscar ajuda e que as mulheres tenham acesso ao suporte necessário. A OAB atua nesse sentido, por meio de programas como o OAB por Elas, que oferece acolhimento e encaminhamento para mulheres em situação de violência”, finalizou.

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