A mulher que ficou conhecida por fingir ser uma menina de 12 anos e viver por mais de um ano com uma família em Joinville foi indiciada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) pelo crime de estelionato. Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, é investigada por ter feito ao menos 12 vítimas no município de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.
A investigação no Paraná teve início em 2022, mas ganhou novos desdobramentos após o caso vir à tona em Santa Catarina. Segundo a PCPR, Amanda se infiltrou em um grupo religioso de orações virtuais, onde se apresentava como uma adolescente de 13 anos em estágio terminal de leucemia.
Conforme a polícia, o golpe começou a ser descoberto quando a mulher passou a solicitar dinheiro aos integrantes do grupo. Desconfiadas, as vítimas entraram em contato com os hospitais citados por ela, mas não encontraram qualquer registro que comprovasse a história.
Na última semana, Amanda foi ouvida pela Polícia Civil do Paraná e negou as acusações relacionadas ao caso em Colombo. Apesar disso, a corporação informou que reuniu provas suficientes para indiciá-la por estelionato e encaminhou o inquérito ao Poder Judiciário.
Segundo a investigação, ao menos 12 pessoas foram vítimas da mulher. Uma delas chegou a tatuar o nome falso utilizado por Amanda, acreditando na história criada por ela.
Caso em Santa Catarina
Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa no início de julho, em Joinville, após ser descoberta vivendo sob uma identidade falsa. De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, ela utilizava o nome de “Gabriele” e se passava por uma adolescente de 12 anos havia cerca de 14 meses, período em que morou com uma família no distrito de Pirabeiraba.
Para justificar características físicas incompatíveis com a idade que dizia ter, Amanda afirmava ser autista e alegava que mudanças em sua aparência eram consequência do uso forçado de hormônios durante a infância.
O caso ganhou repercussão nacional e segue sendo investigado pelas autoridades catarinenses.
















