Sons de objetos do cotidiano, ruídos eletrônicos e combinações musicais pouco convencionais ganham espaço nesta segunda-feira (24). A data marca o Dia Internacional da Música Estranha, iniciativa criada para incentivar as pessoas a conhecerem estilos e experiências sonoras diferentes daquelas que costumam ouvir.
A celebração surgiu a partir de uma iniciativa do compositor nova-iorquino Patrick Grant. A proposta é estimular o público a sair da zona de conforto musical e ampliar a percepção sobre aquilo que pode ser considerado música.
Ao longo do tempo, a iniciativa passou a ser celebrada por meio de atividades e eventos em diferentes lugares, tendo como principal característica a valorização da experimentação e da criatividade.
Afinal, o que é uma “música estranha”?
A definição é bastante ampla. A chamada música estranha pode envolver produções experimentais, ruídos, glitch, musique concrète, vanguarda e gravações feitas a partir de sons incomuns.
Objetos que normalmente não seriam associados a instrumentos também podem entrar nas composições. Barulhos de liquidificadores, portas rangendo e outros elementos do cotidiano, por exemplo, podem ser transformados em matéria-prima para uma criação musical.
A intenção é justamente desafiar conceitos tradicionais de melodia e harmonia e mostrar outras possibilidades de construção sonora.
Data incentiva descoberta de novos estilos
Um dos objetivos da celebração é estimular uma escuta mais aberta e apresentar ao público formas de expressão que normalmente permanecem distantes das grandes plataformas comerciais e das rádios.
A proposta também chama atenção para a diversidade existente na música e para artistas independentes que utilizam a experimentação como parte central de seus trabalhos.
Gêneros diferentes para conhecer
Entre os estilos que podem servir como ponto de partida para quem deseja aproveitar a data está o spytrack, inspirado em trilhas de espionagem e caracterizado pela combinação de elementos do jazz, funk e hip-hop, além de batidas que remetem ao suspense.
Outra opção é o chap-hop, estilo britânico que mistura rap e humor com uma estética associada ao steampunk. Banjo e ukulele podem aparecer nas músicas, que também brincam com elementos tradicionais da cultura britânica.
Já o trip-hop, surgido em Bristol, na Inglaterra, durante os anos 1990, tornou-se mais conhecido internacionalmente. O gênero utiliza batidas geralmente lentas e incorpora influências de jazz, soul e música ambiente.
Assim, o Dia da Música Estranha funciona como um convite para trocar, pelo menos por algumas músicas, aquilo que já é familiar por sons diferentes — e descobrir que uma porta rangendo ou um ruído eletrônico também podem fazer parte de uma composição.














