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Faculdade São Luiz conta com um dos maiores acervos de Filosofia de Santa Catarina

Biblioteca Jackson de Figueiredo tem em seu acervo mais de 29 mil volumes

Fonte: Bárbara Sales/Ideia Comunicação

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Considerada uma das melhores bibliotecas de Filosofia de Santa Catarina, a biblioteca Jackson de Figueiredo, da Faculdade São Luiz, conta com mais de 29 mil volumes, sendo 17.380 especificamente de Filosofia.
O espaço tem sua origem na Biblioteca do Convento Sagrado Coração de Jesus mas, a partir de 2001, começou a ser utilizada por todos os alunos que frequentavam o curso de Filosofia e, gradativamente, passou a ser administrada pela Faculdade São Luiz.

O padre Luiz Carlos Berri destaca que o acervo da biblioteca vem sendo acumulado desde a primeira década após a fundação do curso de Filosofia, em 1933, mas foi a partir de 1972 que ela passou a ter um espaço mais amplo e apropriado.

“Sob a orientação de professores, estudantes de Filosofia passaram a catalogar e a classificar as obras do acervo que já chegava a cinco mil volumes. A partir do ano 2000, o serviço foi profissionalizado com a contratação de uma bibliotecária. Neste período o acervo já continha cerca de 20 mil volumes. A partir de então, o espaço foi crescendo através de aquisições e doações de inteiras bibliotecas de professores”.

Hoje, o acervo de livros da Biblioteca Jackson de Figueiredo está todo digitalizado. Luzia Fátima de Miranda é a bibliotecária responsável por preservar esta riqueza disponível, não apenas para os professores e estudantes da Faculdade São Luiz, mas também para toda a comunidade.

Ela iniciou seu trabalho na biblioteca no ano 2000 e conhece como ninguém o acervo. “Lembro que em 2004, quando vieram os avaliadores do Ministério da Educação (MEC), eles ficaram maravilhados com o nosso acervo de Filosofia. Os principais autores e as principais obras desta área de conhecimento nós temos aqui. De lá pra cá, o volume de obras disponíveis na nossa biblioteca só aumentou”.

Luzia conta que um grande passo na modernização da biblioteca foi a aquisição do software Pergamum, em 2007. O sistema permite a catalogação e digitalização de todos os livros, entretanto, digitalizar uma biblioteca com quase 30 mil volumes é uma tarefa que demanda tempo. “Todos os livros estão catalogados. Para automatizar a biblioteca da faculdade e também do colégio foi um processo que levou 15 anos. Iniciei em 2007 e concluí em 2022. Todo o acervo está no sistema e pode ser consultado on-line”.

Agora, a bibliotecária iniciou uma nova fase, que é a indexação dos periódicos disponíveis na biblioteca. “As revistas foram catalogadas, e atualmente preciso indexar artigo por artigo, para que todos também estejam disponíveis on-line”.

Obras raras

O padre Luiz Carlos Berri ressalta que há uma grande diversidade de obras na Biblioteca Jackson de Figueiredo, que cobrem suficientemente as grandes correntes filosóficas. “Algumas áreas, de maior interesse do curso, são privilegiadas em número de autores e obras. Destacaria, de modo geral, a presença de obras completas de vários autores, de obras em língua original, ou mesmo edições bilíngues contendo o texto crítico da língua original e a tradução em alguma língua moderna”.

A bibliotecária Luzia de Miranda destaca que além das obras completas disponíveis para empréstimo aos alunos e professores nas prateleiras da biblioteca, há uma estante reservada apenas para as obras consideradas raras. São em torno de 500 exemplares de livros antigos em idiomas como aramaico, grego, latim e alemão gótico, nas áreas de Filosofia e também de história geral conservados na biblioteca.

“No próprio sistema, quando você consulta o catálogo, vai estar sinalizado se aquela obra é rara. Temos um exemplar aqui de 1759, em alemão gótico, por exemplo. Em muitos casos como este, fizemos a restauração do livro, com uma cola especial, para voltar à cor original, principalmente da capa, que antigamente era feita de couro”.

Para os exemplares raros não são autorizados os empréstimos, apenas a consulta na própria biblioteca e sob supervisão, já que são obras bastante frágeis e que precisam ser manuseadas corretamente.

Construção do acervo

Até hoje, o acervo da biblioteca é construído em parceria com os padres da Congregação do Sagrado Coração de Jesus e também com os professores da Faculdade São Luiz.

Luzia conta que era bastante comum os padres do convento visitarem outros países, trazerem obras em determinado idioma e fazerem a doação para a biblioteca. Desta forma, foi-se construindo um acervo rico e acessível à comunidade. Segundo ela, ainda é comum os padres doarem livros de suas bibliotecas particulares para complementar o acervo da biblioteca da instituição.

“O padre Luiz Berri, há um ano atrás, doou mais de dois mil livros, o padre Nivaldo de Souza também, geralmente quando ele doa é dois, três mil livros. Muitos padres colaboram com o nosso acervo todos os anos. Temos aqui livros que foram doados por muitos padres que fizeram história aqui na cidade, como o padre Orlando Maria Murphy. Muitos livros do nosso acervo pertenceram a ele, que foi o pioneiro em doação”.

Como a biblioteca é bastante completa, as obras fundamentais para a graduação em Filosofia fazem parte do acervo há muito tempo, mas a faculdade busca sempre atualizar, adquirindo, principalmente, novas versões desses livros, para que todos possam ter a oportunidade de consultá-los. “A direção da faculdade tem esse propósito, de sempre atualizar o acervo e manter a biblioteca com grande qualidade para alunos e professores”.

Acervo rico

O padre Luiz Carlos Berri avalia que o acervo da Biblioteca Jackson de Figueiredo não é importante apenas para a comunidade acadêmica da Faculdade São Luiz, mas também para a comunidade externa, que tem livre acesso para a consulta. “Falo especialmente sobre professores e alunos de outras instituições de Ensino Superior e do Ensino Médio. Já para o curso de Filosofia da Faculdade São Luiz, esse rico acervo tem uma importância fundamental. Seria impensável um curso de Filosofia sem uma biblioteca. No caso da Biblioteca Jackson de Figueiredo, em razão da qualidade de seu acervo, não atende apenas o estudante de graduação, mas também o professor e o pesquisador mais avançado”.

Ele ressalta ainda que a formação intelectual é um processo gradativo e trabalhoso, que passa por muitas horas de encontro silencioso com os grandes pensadores através da leitura de suas obras. “As aulas são um ponto de partida importante, mas é na leitura e reflexão individual que a formação intelectual vai se consolidando. E é aí que entra a biblioteca e seu acervo. Com conteúdo rico e diversificado, como é o caso da Biblioteca Jackson de Figueiredo, se permite não apenas o aprofundamento das aulas, mas atender aos interesses individuais do estudante, sua vocação intelectual própria”.

Para Luzia, zelar diariamente pelo acervo da biblioteca da Faculdade São Luiz é um orgulho e uma grande responsabilidade. “Eu tenho esse ambiente aqui como uma pedra preciosa, um diamante. É uma riqueza. Cuido dessa da melhor maneira possível. Zelo pelo acervo como se fosse a minha casa”.

Empréstimos

A comunidade acadêmica da Faculdade São Luiz, formada por alunos, professores e funcionários, pode fazer o empréstimo de livros que compõem o acervo da biblioteca. Para os alunos, é possível emprestar três obras por vez. Já para os que estão na fase final do curso, é autorizado o empréstimo de até quatro livros. Os professores podem fazer o empréstimo de cinco obras em um período de 30 dias.

Professores e estudantes de outras instituições podem fazer a consulta dos livros do acervo no local. A Biblioteca Jackson de Figueiredo funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h15 às 16h30.

Quem foi Jackson de Figueiredo?

Jackson de Figueiredo, que empresta o nome à biblioteca da Faculdade São Luiz, foi um intelectual católico da primeira metade do século XX.

Nasceu em Aracaju, Sergipe, em 1891. Bacharelou-se em Direito na Bahia e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde exerceu o jornalismo e dedicou-se à política. A partir de sua conversão, em 1918, iniciou uma fase combativa em defesa da Fé, organizando de forma pioneira a intelectualidade católica leiga no Brasil. Em 1922 fundou o Centro Dom Vital (CDV), sob linha ultramontana, e a revista A Ordem, para divulgar a doutrina católica na esfera cultural.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Ideia Comunicação

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